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Mr. Mulder
Um homem a serviço do progresso humano...ou não.
Sábado, Março 29, 2008:
A aldeia dos zumbis
Sentado distante do centro da aldeia
Ponho-me a pensar sobre os demais habitantes dela.
Seres de corpo oco, de olhar sem brilho cuja respiração
Mais parece um suspiro prolongado.
Não sabem que direção tomar.
São carregados pelo vento sem qualquer esforço.
O sangue nas veias os mantêm aquecidos mas isso
Não pode ser chamado de “vida”.
Eles ficam assim: prostrados e murmurando
Sobre o que deveriam fazer e como.
Mas a ação realizadora é assassinada
Pela própria letargia.
Aldeões que são, não possuem o brilho
Típico dos guerreiros, embora a postura
Seja a mesma típica dos nobres.
Sonham de olhos abertos.
Alimentam-se de um amanhã que
Só existe no calendário dos tolos.
Sanguessugas de si mesmos.
Pobres diabos de bom coração
Que não pulsa!
Reféns de um seqüestro auto infligido.
Vítimas das próprias mentiras.
Acorrentam-se a ilusões do passado e
A expectativas irreais.
Preferem o veneno homeopático
À vacina amarga.
Embora finjam acreditar
Que leram o rótulo certo.
Definham-se pelo câncer
De sua própria existência.
E não colocam um ponto final
Pois já se aprisionaram às reticências.
RODRIGO BARROS // 10:51 PM Comments:
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Quinta-feira, Setembro 06, 2007:
House
Trabalhar com o público é uma experiência bastante interessante. Ainda que muitas das interações do meu cotidiano não sejam tão diferentes entre si, o contato direto no serviço aos indivíduos lhe permite asseverar a triste realidade de suas existências. Pelo menos, ao meu ver, da maioria.
Para quem não sabe, estou trabalhando em banco. E para os mais informados, todo e qualquer banco se transforma num verdadeiro pandemônio nos 11, 12 primeiros dias do mês. Mas o que me incomoda... não, deixe-me reformular: o que me entristece não é o excesso de gente mas sim o excesso de auto-piedade de tantos deles. É ver que por medo ou preguiça muitos se abdicam de si mesmos. Aceitam ver-se ancorados aos funcionários para toda e qualquer movimentação financeira de sua vida.
Mas isso não é culpa dos bancos. É culpa dessa nossa mentalidade do menor esforço, da "lei de Gérson" que nos faz arranjar desculpas para os nossos problemas; dessa mania terrível e maquiavélica de depositar nos outros a causa de tudo que nos acomete. É essa inércia ao progresso que tolhe o espírito.
Pra quem já assistiu na tv a cabo ou em DVD, existe um tal Dr. Gregory House, interpretado pelo carismático Hugh Laurie, que além de diagnosticar magistralmente os mais variados casos, estende esse talento às análises de caráter de seus pacientes e colegas. Seu humor sarcástico e criativo é fruto de uma inteligência extremamente perspicaz, onde nenhum detalhe lhe escapa. Às vezes, são acompanhados de uma ácida sinceridade que chega a chocar os mais cordatos.
Entretanto, é justamente isso que House tanto condena: essa hipocrisia das meias-palavras, a "conversa fiada" e os engôdos, inclusive os auto-infligidos. House mergulha na psique de cada próximo e destrincha sem qualquer piedade suas segundas, terceiras e quartas intenções. Lembro de ter lido num trecho do livro "Elite da tropa" que as palavras e modos sinceros raramente vêm acompanhados de boas maneiras. E House é um exemplo perfeito dessa afirmação.
Ele é rude, muitas vezes arrogante e demasiadamente racional...mas ele é o único, dentre todos da série, que não tem medo de ser julgado pelas opiniões alheias. Ele não se preocupa em perseguir elogios e aprovações; se preocupa tão somente em fazer o que julga ser certo, em achar a resposta para o problema. House não perde tempo tentando apaziguar nossas consciências. Ao contrário, ele regurgita a verdade diante nossos olhos e nos deixa para tomarmos a decisão.
Apesar de desaprovar boa parte do que faz, acabo por entender o rabugento médico. Vejo que está cansado da humanidade, dessa desmedida necessidade de aceitação que mata a individualidade que vem conosco; das nossas patéticas respostas altermativas para questões tão óbvias, onde a realidade é por demais dolorosa para ser aceita. Talvez seja por isso que na série ele evita encontrar-se com os pacientes: além da incômoda ladainha da entrevista de diagnóstico, dá trabalho esbofeteá-los com a verdade que teimam em não encarar.
Sinto que é isso que falta no mundo. Falta uma postura mais séria, autêntica e respeitosa com a gente mesmo e os demais. Falta parar com a teoria dos empecilhos e colocar mais a mão na massa. O problema é que, como dizia Norman Vincent, "as pessoas preferem ser arruinadas pelo elogio a serem salvas pela crítica". Ainda bem que existem uns poucos loucos que agarram a bóia da dignidade construída pelos fatos.
RODRIGO BARROS // 10:45 PM Comments:
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Domingo, Fevereiro 11, 2007:
Perdoe-nos, João Hélio
Pequeno João, vc em seu breve tempo de vida conseguiu mexer com uma nação mas de uma maneira pela qual ninguém gostaria de ser responsável. Não farei desse meu singelo espaço para as idéias um altar celebrando sua trágica morte mas não concebo não me expressar dado tudo o que aconteceu.
Por isso, João, mesmo sendo um cidadão de bem, peço-lhe perdão por tudo o que o país lhe fez passar. Perdão pelo descaso com a segurança pública, pelo desrespeito à vida humana, pela inércia em tomar decisões sérias e enérgicas. Pelos discursos pomposos e vazios, pelas promessas não cumpridas, pelo desvio de dinheiro, pelo "mensalão", pelo "valerioduto", pelos "vampiros" da saúde, pelas propinas, pelo "jeitinho brasileiro", pelo "levar vantagem em tudo", pela educação à base de migalhas, pela saúde deixada às moscas, pelo descaso, pelo desrespeito, pela falta de empatia, pela insensibilidade, pela impunidade aos infratores, pela "vista grossa", pela cobiça, pela cara-de-pau e por muitas outras coisas que desencadeiam fatos hediondos como esse e que nos faz sentir vergonha perante os outros seres.
Perdão, também, por uma certa insensibilidade de uma jornalista que, logo na primeira pergunta, quis saber de sua mãe sobre os detalhes do ocorrido, obrigando-a a reviver, em cadeia nacional, todo o sofrimento que não lhe sai da cabeça. Perdoe essa falta de tato.
Perdão, João, a nós como espécie. Que infligimos dor ao semelhante sem nenhum outro propósito. Que racionalizamos sobre os acontecimentos para esconder a nossa hipocrisia e amenizamos nossas falhas para passar imagem daquilo que não somos.
Perdoe-nos por sermos fracos demais e acomodados demais para fazer aquilo que é certo, para tomar o controle das nossas vidas em nossas próprias mãos e transformar nossa realidade naquilo que só existe em nossa imaginação.
Perdoe-nos, João. Infelizmente... é só isso que podemos lhe oferecer: nossas patéticas lamentações.
RODRIGO BARROS // 9:40 PM Comments:
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Quarta-feira, Dezembro 13, 2006:
A violência de cada dia
Se cada um de nós fosse uma estátua, veríamos grotescas crateras em nossa constituição. E não são provenientes da erosão causada pelo vento ou chuva mas pela erosão de nossa auto estima. E tudo por causa de um fenômeno próprio do nosso excesso de ignorância: a violência.
Os planos de saúde deveriam louvar aos céus pois se os danos morais ou psicológicos fizessem parte da cartilha de serviços prestados, certamente o rombo seria de milhões, tamanha crueldade impomos a nós mesmos.
Qualquer tentativa minha de explicar a violência neste blog seria - além de demorada - patética dadas as pretensões. Isso serve para mostrar que até as idéias são violentas. Talvez... elas sejam, de todas as formas, a mais violenta de todas. Quem sabe... a precursora de todas as formas de agressão.
Pois a ação nada mais é do que o último passo do processo neuronal, banhado em pensamentos equivocados e sentimentos confusos. A nebulosidade de nossas idéias guiam-nos por uma rota traiçoeira e enganosamente satisfatória. Não mencionemos qualquer coisa sobre "o sentido da vida" (pois isso é deveras questionável) mas atentemo-nos para a empatia do que ocorre.
Quantas vezes vc já não foi xingado, humilhado, desacreditado, traído, desrespeitado? A não ser que seja exemplar de uma espécime extraordinária, acredito que tenha passado por isso centenas de vezes. A cada momento vc se deparava com uma situação que o fazia sentir menos humano, abalado na fé acerca de seu semelhante.
Será que esse é o preço de milhões de anos de evolução? Estaríamos fadados, depois de tudo o que já foi registrado na história e a despeito do que conquistamos científica e tecnologicamente, aos mesmos erros? Todo esse aparato neurológico extremamente complexo para nos envergonhar diante de comportamentos que não são realizados nem por espécies tidas por nós como "inferiores"? O bom senso nos leva a responder que "não"....mas talvez a razão ainda não seja o que de fato nos distingue. Se assim o fosse, talvez este texto não seria necessário.
Tomemos cuidado para não ferir a quem quer que seja desnecessariamente. Essas perversidades, embora nos torne mais aptos e atentos ao nosso habitat, exigem-nos um alto preço a se pagar: destruirmos parte daquilo que poderia nos tornar melhores e mais bonitos moralmente.
RODRIGO BARROS // 11:24 PM Comments:
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Domingo, Fevereiro 12, 2006:
Alegria, competência, cooperação e sucesso
Olá a todos! Depois de um loooooongo e injustificado período de ausência (bem, não tão injustificado assim. Na verdade, não havia inspiração mesmo), cá estou no meu modesto recanto para poder transmitir algo de significativo que ocorre em minha vida.
Adoraria que este texto pudesse atingir o maior número possível de pessoas mas creio não ser este o caso. Ainda sim, ficarei feliz pois o que tenho a dizer aqui vai para um grupo com quem tive prazer em conviver e observar a sinergia que rolava entre eles. O post de hoje vai para a turma DIN 2003.1 da UGF.
Pode ser que eu demore a encontrar (talvez não encontre nunca mais) um povo tão animado quanto este. Não sou o tipo de homem que acredita em acaso, destino ou maktub mas tenho certeza de que certas escolhas nos proporcionam horizontes bastante peculiares. E o horizonte que avistei quando ingressei no Desenho Industrial foi o da alegria. Quem teve a oportunidade de conviver com os alunos desta turma tão característica há de concordar comigo. Não havia um dia sequer que um sorriso não fosse estampado, uma palavra de carinho não tivesse sido dita ou um abraço reconfortante não fosse dado. Era o tipo de cena que, pelo menos eu, jamais tinha presenciado de maneira tão forte em qualquer outro lugar. Nem em colégio e nem em outros cursos da universidade. Tamanha comunhão era comentada até entre alunos de outras áreas.
É claro que alegria demais não pode ser eterna. É preciso haver momentos de queda, de desentendimentos para que possam ser questionados os valores e, quem sabe, uma renovação. Esses momentos vieram. E a renovação tb. Os laços significativos continuaram a ocorrer, a interação tornou-se mais forte. A amizade que se instalou na maioria conseguia ser mais forte do que qualquer fraternidade. E, felizmente, eles continuaram a soprar ventos de vida naquele lugar.
Se fosse só a alegria poderia parecer piegas para quem enxergasse de longe. Um ambiente por demais festivo poderia desviar do caminho os pontos necessários para a realização de qualquer trabalho. Ledo engano.
Trabalha melhor quem trabalha feliz. E tal turma era exemplo disso. O carinho que eles apresentavam entre si era equivalente ao respeito que reinava no projeto e apresentação de trabalhos. Conforme colocado por um dos alunos, "era uma corrente" em que cada elo puxava o outro em direção à excelência. Havia mutualidade, cooperação, um belo retrato de trabalho em equipe. Era uma engrenagem que poderia funcionar em qualquer lugar: em Realengo, Vila Isabel, Tijuca, São João etc. Não importava a tarefa. Não se media o tamanho da parede para eles. Todos iriam, de um jeito ou de outro, escalá-la. E, para a satisfação dos que acompanhavam (e tb ajudavam, quando possível), os resultados eram de uma competência inquestionável.
Eles estavam para se despedir. Tinham cumprido a missão de se formar com méritos. Os mais valiosos conselhos que seus professores, colegas e amigos poderiam dar foram acolhidos e utilizados. Agora, eles só precisam de tempo para continuar a esculpir seus talentos e transformar cada novo projeto numa obra-prima. Espero, de coração, que eles consigam (o que não deverá ser tão penoso). O sucesso os acompanhará, contanto que mantenham fortes dentro de cada um essa paixão pelos bons resultados que os acompanhou nesses 3 anos.
Sabe DIN, agradeço a vcs. De verdade. Mostram uma alegria em viver que é contagiante. Não houve (até onde consigo lembrar) nenhum momento em que a presença de vcs não fosse desejada. Quando estão por perto, as coisas parecem mais fáceis. E mesmo que não sejam fáceis, com certeza ficam mais divertidas.
Espero que vcs possam continuar a manter contato. Continuem a celebrar a vida, a união, a solidariedade. Façam desses momentos uma poesia; uma lembrança doce e irresistível no seu cartel de memórias. Mantenham-se jovens pelo prazer mas cuidado para não se tornarem hedonistas. Aliem paz de espírito a dedicação e respeito. Tenham certeza de que a dedicação naquilo que mais lhes agrada, os tornará diferenciados e, por isso mesmo, especiais.
Ontem foi, simplesmente, inesquecível. Paz a todos. :-)
Um GRANDE beijo com muito carinho e satisfação. :-*******
Do eterno "Reprê" de vcs.
RODRIGO BARROS // 3:53 PM Comments:
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Sábado, Outubro 01, 2005:
Outro texto dele. Preciso dizer que é ótimo?! ;-)
Seja um idiota (Arnaldo Jabor)
A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre, putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahaha!... Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios". "Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"!
(http://www.coisasdointerior.com.br/reflexoes/reflexoes.asp)
Beijão em todos. :-*********
RODRIGO BARROS // 1:10 AM Comments:
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Quinta-feira, Setembro 08, 2005:
Hoje o dia parecia qualquer como todos os outros: acordei, tomei café, fui à faculdade, conversei com meus queridos colegas, ri, tive aula e voltei para casa. É uma rotina que acontece com muitas pessoas nos mais variados lugares. Tudo levava a crer que nada de especial aconteceria... mas aconteceu. Foi mágico, encantador e surpreendentemente comum. Conto-lhes.
Após minha matéria de cor, desci com minha colega de turma Deise e com minha professora Regina. Nós estávamos, inicialmente, interessados em procurar algo para comer enquanto o pessoal do segundo período se preparava para a aula da professora que nos acompanhava. Aí, resolvemos parar e conversar com nossos queridos colegas do último período. Como sempre, eles estavam num papo animado e diversificado. Nos aproximamos de uma dupla que geralmente anda junta e, com a professora Márcia tb por perto, comentávamos sobre design e filmes. Foi justamente quando abordaram o tema filmes que a tal "mágica" ocorreu.
De repente, a moça da tal dupla comenta sobre um que assistira e achara maravilhoso. Uma das integrantes da conversa, então, discorda e emite a sua opinião. "Até aí nada demais" vcs devem estar pensando. Calma que já chego lá.
Foi então que o rapaz dessa mesma dupla começa a puxar o nó que desencadeia outros filmes e, junto a esses filmes, mais memórias, lembranças... e sensações. Aí que decidi ficar quieto e prestar mais atenção. Claro que estava interessado em saber o conteúdo das obras mencionadas mas meu foco se voltou para o tom de voz que eles manifestavam a cada lembrança. Era algo contagiante.
Cada sílaba, cada palavra era acompanha de um ânimo doce e quase infantil. As palavras viraram uma melodia suave que só encontrava eqüidade no brilho de seus olhos. Aí fui constatando a riqueza que existe no mundo; a riqueza da diferença. Obviamente sabia que existia diferença e sempre a respeitei mas nunca tinha parado e observado tão atentamente como hj.
Já me peguei olhando para as pessoas e indagando: "Como deve ser o dia a dia dessa gente? Quais são as histórias de suas vidas? O que eles têm para contar, ensinar, trocar? Como eles vêem e se comportam no mundo?"
Hj comentei com a minha mencionada colega Deise que estava com vontade de viajar. "Pra onde?", ela perguntou. "Não sei. Qualquer lugar", disse eu. O avião que eu fitava partia pra longe, mas mesmo sem ter ido ao aeroporto, eu consegui viajar. "Viajei" na conversa que tivemos sobre filmes lá no andar de baixo.
Nesse curto período de tempo em que estivemos lá conversando (mais ou menos uns 10 minutos), enxerguei a riqueza simples dos momentos diferentes do meu cotidiano. Simples sim pois a riqueza não precisa ser ostentosa para ser bonita ou agradável. Basta apenas que vc a permita fazer parte de sua vida. Tb não são necessárias posses materiais as mais diversas para se sentir pleno, realizado (mesmo que por alguns segundos). Às vezes vc pode encontrar uma baita inspiração para viver sentado num banco da praça, andando na rua, num posto de gasolina, numa lanchonete, observando os pássaros, fazendo um desenho, ouvindo uma música...ou conversando sobre filmes.
Sempre fui um kra centrado, de observar, parar, refletir. Entretanto, nunca deixei de ser bem humorado, brincalhão, afetuoso. Com o tempo, fui aprendendo muita coisa e minha postura analítica começava a sobressair. Aí eu cresci, me tornei adolescente. Rebelde não fui pois não havia causa, contudo minhas emoções se subjugaram por demais ao intelecto. Tempos depois, ingressei na faculdade e meu raciocínio ponderado e detalhista se mostrou bastante útil.
Faltava algo na minha vida. Não me dei muita conta na época mas algo não estava de todo bem. Hj percebi o que era: faltava mais "cor". Faltava relaxar um pouco mais, faltava me desprender, faltava um brilho maior nos olhos, uma melodia suave que saísse do meu peito e ganhasse os ares numa harmonia acolhedora. É claro que isso não seria tão árduo de se conseguir pois sempre me permiti aprender. E o dia de hj foi uma lição e tanto.
Já tenho tomado esses aprendizados de um tempo pra cá. Os minutos, horas ou outras entidades cronológicas de maior peso que passo na internet conversando com pessoas queridas têm me inspirado muito a isso. E os resultados têm aparecido de forma gradual e cada vez mais profunda. Isso é maravilhoso!
Não posso terminar este post sem contar a vcs os nomes dos meus "professores": Andréa e Dantas. Olha, vcs não têm noção de como "coloriram" o meu dia. Tudo o mais que passei hj teve uma perspectiva diferente graças à semente que plantaram de forma tão cativante. E tudo isso de maneira natural, espontânea, indireta. Agradeço muito, muito, muito mesmo. :-)
Um GRAAAAAAAAAAAAAAAANDE beijo em todos. Pintem seus dias sempre! ;-)
RODRIGO BARROS // 9:00 PM Comments:
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Quarta-feira, Julho 27, 2005:
Os nossos "cães"
Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:
"Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando".
Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:
"Aquele que eu alimento mais freqüentemente..."
Trazer para a consciência o processo de escolha faz com que nos tornemos responsáveis pelos nossos pensamentos, sentimentos e ações, deixando assim de culpar o mundo exterior a nós.
(http://www.cca.org.br/biblioteca.php?opid=historias&id=9)
Comentem. ;-)
RODRIGO BARROS // 11:58 PM Comments:
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Sexta-feira, Julho 08, 2005:
As incertezas
Por um instante vc caminha e as coisas parecem bem. Nenhum empecilho, obstáculo ou barreira se apresentam. Aí, de repente, vc pára, hesita. O chão parece instável, uma neblina paira no ar, vc se desorienta, balança...e até cai. Que incômodo! Como o tempo muda assim de repente, sem aviso prévio?!
Sem aviso prévio?! Huuuum... seria por demais taxativo censurar a vida assim embora concorde que algumas vezes sejamos pegos desprevenidos. Tenho reparado, entretanto, que a vida nos entrega, vez ou outra, alguns cartões de visita sobre as situações em que estamos ou procuramos (consciente ou inconscientemente) nos meter. É como se em cada um deles tivesse escrito algo do tipo: "Ei. Tem certeza?"; "Preste atenção. Olha lá"; "Fique alerta aos sinais que lhe passo" e semelhantes. O curioso disso é que, quando algo ocorre e nos frustra, lamentamos pelos objetivos inalcançados. Detalhe: ao vasculharmos o bolso, encontramos os tais cartões.
O que é pior? Constatar a desatenção ou o lástimo da teimosia? Independente da respota, o resultado é sempre o mesmo: o constrangimento pelo que escapou aos dedos. É a revolta do goleiro pela bola que passou por debaixo do braço ou do atacante que a vê raspando à trave. "Um pouco mais e conseguiria" é o que pensam. Era de apenas um pouco o de que precisavam.
E de todas as ações que precisamos executar em nossas vidas a mais penosa é a de fazer escolhas. Esquerda ou direita, camisa branca ou preta, SIM ou NÃO, tentar ou não tentar? Pra ficar ainda mais difícil e angustiante, ao escolher uma perdemos o desenrolar dos acontecimentos sobre a outra. Situações assim dão forma ao sufocante "E se...?". É uma dicotomia de matar. Queremos possuir, ter, fazer, estar, buscar, ir, voltar, ser, realizar. E o que nos impede?! O tempo, o dinheiro, as pessoas, nós mesmos, o fato de sermos apenas um e não dois ou mais...
"Viva!". Tenho ouvido (e principalmente lido) muito isso ultimamente. É útil e necessário. Mas viver pode ser complicado e ameaçador se não olhamos onde pisamos. A mina, se houver, pode explodir a qualquer momento sob nós. Mas focalizar o chão constantemente pode ser chato pois não apreciaríamos a paisagem ao redor, além de perder o friozinho na barriga que dá o tom de toda boa aventura.
Que vivamos, então! Vamos colocar os óculos e andar. E não nos preocupemos se as lentes ficarem embaçadas. Vamos dar alguns passos mesmo assim, só para sentir como é. Mas fiquemos alertas tb para quando surgirem cartões de visita. Afinal, a gente nunca sabe quando precisará dos serviços que eles oferecem até que surja uma oportunidade. ;-)
RODRIGO BARROS // 8:45 PM Comments:
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Domingo, Junho 12, 2005:
Parábola sobre a vida em sociedade. Necessária? Sempre.
A ratoeira
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me, Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
- O que, Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que teria acontecido. No escuro ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital mas ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
"O PROBLEMA DE UM É PROBLEMA DE TODOS QUANDO CONVIVEMOS EM EQUIPE"
(recebido por e-mail)
Comentem. ;-)
RODRIGO BARROS // 1:52 PM Comments:
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Segunda-feira, Maio 16, 2005:
Recebi-o por e-mail mas acabei deletando. Ainda bem que consegui achá-lo na rede. Dedico-o às "mulheres de verdade, mulher brasileira, cidadã brasileira" como cantou Gabriel, o Pensador.
A todas as mulheres de verdade, minha eterna admiração. Sejam o que são e, por favor, não se reduzam a uma beleza comercializada. ;-)
A bunda dura (Arnaldo Jabor)
Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura?
Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes.
Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a.. Escova toda manhã. A fulana acorda às seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
b.. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
c.. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? "Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro". Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
d.. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem HORROR a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher.
E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo.
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.
(http://www.bilibio.com.br/mensagemdetalhe.php?codmsg=123)
RODRIGO BARROS // 4:32 PM Comments:
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Domingo, Abril 10, 2005:
Os presentes de nossa vida
Li essa história uma vez mas não recordo onde. Ela reflete bem algumas coisas que tenho aprendido e procurado levar adiante em minha vida. Tentarei retratá-la da melhor maneira que minha mente permite lembrar.
"Certa vez um grande Mestre estava a meditar quando apareceram viajantes que começaram a atirar pedras em sua direção. O Mestre, apesar da hostilidade dos presentes, não se alterou.
Eles continuaram a tacar-lhe pedras e a proferir insultos e, mesmo assim, o Mestre manteve a calma e continuou a meditar.
Sem sucesso em sua empreitada e cansados de tanto esforço, os andarilhos desistiram e foram embora. Um discípulo, ao assistir àquela cena, tratou com o Mestre:
- O Senhor permaneceu aí parado sem fazer nada enquanto eles o tratavam desse modo grosseiro?!
- Sim. Foi o que fiz.
- E por que o Senhor não reagiu?
- Se alguém vem com um presente e você não aceita, a quem ele pertence?
- Pertence à pessoa que o trouxe.
- Pois foi exatamente o que aconteceu. Não aceitei o que vieram oferecer."
Que as pedras que lhes atirem sirvam de degrau para uma subida próspera e nobre.
Um grande beijo em todos. :-****
RODRIGO BARROS // 3:15 PM Comments:
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Quarta-feira, Março 16, 2005:
Probabilidades
Estava me lembrando dia desses de um artigo de um colunista da "Veja". Ele falava de uma reunião envolvendo empresários do mundo todo e citava o discurso de um deles sobre o mérito. Dizia esse homem de negócios que mérito não existia. Fiquei um tanto confuso ao ler o trecho mas continuei. Afirmava que tudo que conseguira na vida devia a fatores hereditários, sobre os quais não tinha controle: sua elevada capacidade para as relações políticas e econômicas nada mais era do que o resultado feliz de uma probabilidade, ou seja, ele era o homem certo, com os genes certos para uma determinada função.
Aquilo ficou na minha cabeça durante um período, deu uma hibernada e agora volta para me inspirar a um novo post. Bem enraizada está a idéia de mérito em nossa sociedade, assim como é a base do estilo de vida americano: se vc se esforça, pode conseguir. Mas seria mesmo verdade que algumas de nossas características deveriam ser assim tão superestimadas?! Seguindo o Telecurso 2000, "vamos pensar um pouco".
Peguemos um exemplo: beleza. Especialistas em Psicologia e Relações Humanas concordam que uma boa aparência vende, convence. Damos aos mais belos características positivas, sentimo-nos confortáveis com sua presença, como se fosse um privilégio tê-los por perto. Mas que razão temos para pensar que isso é verdade?! Se pararmos para uma observação e daí tirar uma análise, veremos que os muito belos se destacam da multidão, como um ponto vermelho em meio aos brancos.
E pq isso acontece?! Por um mero acaso, por nossa já conhecida e matemática PROBABILIDADE. Vc não tem controle (e, por causa disso, muito menos culpa) sobre a cor dos seus olhos, dos cabelos, do tipo de pele ou da estrutura física. Tudo isso e mais alguma coisa lhe foi passada sem que pudesse escolher. Com seu nome aconteceu a mesmíssima coisa. O fato de ter rosto redondo ou ovalado, cabelos lisos ou cacheados, ser alto ou baixo não se deve a uma conquista de esforço. Vc apenas É e ponto final.
Com a inteligência, se dá algo parecido. Toda pessoa mais ou menos informada sabe que há vários tipos. E personalidades do mundo inteiro estão aí para provar: Pelé com sua inteligência espacial-corporal; Newton com a lógico-matemática; Beethoven com a musical e etc. Será que algum deles receberia tanto destaque numa área diferente?! Mesmo que a resposta fosse "não", isso não lhes diminuiria a genialidade. Afinal, seus feitos estão aí para quem quiser ver. Obviamente que, nestes casos, não basta possuir a capacidade mas tb colocá-la à prova.
Portanto, da próxima vez que se olhar no espelho ou se vir numa situação na qual pouco pode fazer, não se culpe demasiadamente. Se houver limitações, reconheça-as e supere-as. O mundo não vai parar pra que vc o conserte, nem o tempo voltará atrás. O mesmo vale para os "sortudos". O orgulho e a onipotência que podem sentir são completamente infundados e ingênuos.
Cabe a cada um de nós fazer o melhor com o que temos mas lembrando sempre que a existência é um mero jogar de dados. :-)
RODRIGO BARROS // 3:31 PM Comments:
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Sábado, Fevereiro 19, 2005:
Salve, plebe!
Depois de mais de 1 mês pensando sobre qual texto colocar, decide por este de uma personalidade onde a paciência, moderação e sabedoria precisam (e parecem) estar presentes. Espero que gostem e que o texto lhes ajude a transformar suas vidas de algum modo.
MENSAGENS DO DALAI LAMA
Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.
Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é meu único pedido.
Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Não importa quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.
Seria muito mais produtivo se as pessoas procurassem compreender seus pretensos inimigos. Aprender a perdoar é muito mais proveitoso do que simplesmente tomar de uma pedra e arremessá-la contra o objeto de sua ira. Quanto maior a provocação, maior a vantagem do perdão. É quando padecemos os piores infortúnios que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si e aos outros.
A agressão é uma tendência que faz parte do nosso íntimo. Por isso, temos de lutar contra nós mesmos. Homens criados em ambientes rigorosamente não-violentos acabaram se transformando nos mais horríveis carniceiros. O que prova que a semente da mais insana agressividade mora nas profundezas de cada um de nós. Mas nossa verdadeira natureza é de modo geral pacífica. Todos nós conhecemos as agitações da alma humana, que está sujeita a imprevistos assustadores. Mas essa não é a sua força dominante. É possível e é necessário dominar a agressividade.
O que mais nos incomoda é ver nossos sonhos frustrados. Mas permanecer no desânimo não ajuda em nada para a concretização desses sonhos. Se ficamos assim, nem vamos em busca dos nossos sonhos, nem recuperamos o bom humos! Este estado de confusão, propício ao crescimento da ira, é muito perigoso. Temos de nos esforçar e não permitir que a nossa serenidade seja perturbada. Quer estejamos vivenciando um grande sofrimento, ou já o tenhamos experimentado, não há razão para alimentarmos o sentimento de infelicidade.
A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não lhe vão proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito.
É através da arte de escutar que seu espírito se enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente. A arte de escutar lhe permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe a vida. A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. Se você é capaz de manter sua mente constantemente rica através da arte de escutar, não tem o que temer. Este tipo de riqueza jamais lhe será tomado. Essa é a maior das riquezas.
Quando estiver praticando a caridade, faça-o com alegria e com um semblante radiante. Devemos praticar a caridade com um sorriso no rosto e otimismo no coração.
O aprimoramento da paciência requer a presença de alguém que deliberadamente nos faça mal. Esse tipo de pessoa nos dá a chance de praticarmos a tolerância. A nossa força interior é posta à prova com mais intensidade do que aquela de que o nosso guia espiritual seria capaz. Em essência, o exercício da paciência nos protege da perda da confiança.
(Recebido da internet)
Carpe Diem. :-)
RODRIGO BARROS // 12:45 PM Comments:
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Sábado, Janeiro 08, 2005:
Depois de 1 semana do ano novo, cá estou eu para colocar o 1º post de 2005. Sempre adorei este poema e, felizmente, tenho a chance de compartilhá-lo. Tomara que as palavras deste sábio ajudem a guiar os caminhos de todos.
Desejo (Victor Hugo)
Desejo primeiro que você ame
E que amando, também seja amado
E que se não for, seja breve em esquecer
E que esquecendo, não guarde mágoa
Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo
Para que você não se sinta demasiado seguro
Desejo depois que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que, fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem
Desejo também que nenhum de seus afetos morra
Por ele e por você
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher
E que, sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a te desejar
(http://www.astormentas.com/victorhugo.htm)
Comentem. :-)
RODRIGO BARROS // 9:45 PM Comments:
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::De lado::
Nome: Rodrigo Barros
Níver: 05/03 (1982)
E-mail: sou tímido demais para dizer.
Gosto de: conversar, fazer amigos, ajudá-los e debater idéias.
Odeio: hipocrisia, falta de consideração, pessoas cheias de "marra" e chá de boldo.
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